Aleatório

by - 15:23:00

Esse post é para falar sobre minha ida ao cemitério, sobre um quadro que fiz costurando feltro, sobre flores que colhi em um dia de caminhada, e sobre as coisas boas que acontecem no nosso dia a não percebemos.


Esse poema faz parte do livro "Pó de Lua". Um dos livros mais fofos que já vi em toda a minha vida. 
Eu não costumo a ler livros desse tipo, com textos ou escritas aleatórias por completo. Gosto de ler aleatoriamente, e de me surpreender, pois tem dias que parece que a gente abre na folha certa e tudo se encaixa, como esse poema. 
Não quero mais reter amor. Quero re-ter. ♥



Pouca gente sabe, mas assim que começou a mini-novela José do Egito eu comecei a costurar feltro durante a sua transmissão ou nos intervalos. Costurar, assim, né, daquele jeito. Seria até uma ofensa falar em costura perto de uma costureira. Mal sei cortar algo, que dirá costurar. Minha mão canhota definitivamente não possui coordenação para isso. Mas não desisti. 
Foram quase três meses pensando, cortando, costurando, errando, furando dedo, deixando de lado, me frustando, mas nunca desistindo, até que finalmente saiu um quadro de gatinho de feltro. 
Orgulho, seria a palavra certa para definir meu estado de sentimento.
Ainda não está perfeito, e confesso que até chegar a este, muitos outros modelos extremamente estranhos ficaram pelo caminho.

Fiz esse quadro pensando no meu mais novo muso inspirador, desde que a Sandy se foi. O Neguinho, o Gatinho do Amor – saudades Vagner Love, o Artilheiro do Amor.

Aprovado? 🐱


Essas foram as últimas plantinhas que roubei cuidadosamente e amorosamente da natureza. Daria um belo buquê, se fosse em tamanho maior.
Definitivamente, eu deveria ter uma floricultura ♥ 🌹.


Comprei uma agenda para anotar meu dia a dia como fazia em 2014, mas eu ando tão perdida, que a melhor alternativa foi fazer pequenos lembretes de dias bons. Com a correria do dia a dia, as coisas acontecem e a gente nem percebe. O tempo passa, e esquece que são pequenos momentos do dia que nos fazem levantar da cama em todas as manhã.
Cores diferentes para momentos diferentes. ♥



Todo mundo sabe que eu adoro ir em cemitérios, certo? Se não sabem, deixo aqui registrado que eu adoro cemitérios.
Antes, quando mais nova, tinha medo, mas agora fui entendendo que o problema não são os mortos, mas sim os vivos.
E é engraçada a sensação que aquele lugar me trás. Algumas pessoas vão até os túmulos e lamentam de remorso. Outras, lamentam a saudade. Outros túmulos estão tão sujos, que parecem que foram esquecidos pelo tempo e pelas pessoas. Flores secas compõe o cenário mais diferente da cidade. 
Paz, tranquilidade e desespero. 
Gosto de andar por entre os túmulos e jazigos olhando cada nome, cada rosto em sua lápide, e imaginando a história por debaixo de cada pedra.
E gosto de admirar a riqueza e a beleza daquele lugar. 



Pausa para este túmulo lindo. De verdade.


Beijo.