Uma volta pelo Cemitério

by - 23:08:00


Se tem um lugar que aprendi a gostar, esse lugar foi, de fato, cemitérios.
Não gostava de frequentá-lo, mas tem dias que ele parece ser o melhor lugar para se estar.

Voltando da caminhada, tempos atrás, decidi entrar no cemitério da minha cidade. 
Andei pelo caminho central, e aos poucos fui descobrindo novos lugares. Antes, só sabia onde ficava o túmulo do meu avô, o qual é muito bem vigiado por um pinheiro maravilhoso. Mas com o passar dos dias e o multiplicar dos passos, acabei por descobrir túmulos e jazigos de tantas pessoas, que fico a pensar o quão interessante seria saber a história de cada um deles. 

Será que um dia ainda vai rolar esse lance de tour cultural pelo cemitério? Espero que sim! :)


Essa é a vista da entrada do cemitério. Ao fundo, uma Igreja que nunca vi aberta, mas dizem que é tão bonita quanto por fora. 

Achei essa vista linda demais para deixar passar em branco o registro.

Antes de mais nada, quero deixar registrado aqui este jazigo.
É de uma das famílias mais importantes da cidade, um dos maiores e mais bem cuidados. E o meu preferido também.
Na foto não dá para notar, mas ele tem três lances de degraus para subir, e é todo cercado por uma grande branca com detalhes de arabescos.
Me apaixonei. ♥



A parte divertida de andar entre os túmulos é ir descobrindo cada vez mais detalhes e mais detalhes que jamais imaginei que veria.

Chocada com a riqueza. 

Nunca vi esta imagem de Jesus ajoelhado. Muito belo, por sinal.
Acho incrível a delicadeza e o amor que as pessoas têm ao cuidar dos túmulos. 

É incrível também a quantidade de anjos que existem por lá. Diferentes tamanhos e formas.

E cruz também!


Não sei que santo é, mas gostei. :)


Seção: GIGANTES


Os  maiores jazigos que eu vi no cemitério :)



Essa árvore. Maravilhosa. ♥




O coveiro me disse que essa estátua é a representação de uma moça grávida. Foi feita em homenagem à uma moça que morreu jovem e grávida. Será que confere? 




Igreja fofa! ♥


Dias desses me aventurei pelas "gavetas". 
Eu não gosto desse termo, "gavetas", mas é assim como chamam, então, sei lá.
Foi uma sensação esquisita. O lugar é todo branco, vazio, frio, e com cheiros diversos. Uma gaveta tem cheiro de flores naturais, outra de plástico. Algumas têm lápides bonitas, decoradas, mas outras estão identificadas apenas com letras garrafais, feitas ainda quando o cimento estava fresco.
É engraçado olhar para isso e pensar: Quem são essas pessoas?
Por diversas vezes me peguei pensando se as pessoas que estão enterradas lado a lado, se odiavam quando estavam vivas, ou se eram ricas, pobres, ou idiotas, mesmo, ou quem sabe, injustiçados.


Sobre cemitérios: adoro a calmaria e a paz que só aquele lugar pode proporcionar. 
Um lugar onde as pessoas vão na tentativa de se sentir mais próximas da pessoa que um dia amou. Outras vão por arrependimento, e apesar de nunca ter encontrado ninguém lá chorando, sei que é algo que comumente acontece. Uma pena. 
Mas, depois de um certo tempo parei de observar cemitérios como lugares ruins. 
Agora, sempre tento ver o lado bons de todas as coisas.