Parque Nacional de Itatiaia

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Quando entrei na faculdade de Biologia, em 2012, uma das primeiras excursões que eu perdi - entre outras tantas -, foi a excursão ao Parque Nacional de Itatiaia, em Itatiaia, no Rio de Janeiro. 
Meu pai sempre prometeu que me levaria ao Parque, um dia, quem sabe, talvez nas férias, ou em um feriado prolongado... Mas isso nunca aconteceu.
O Parque não fica tão longe da minha cidade. São apenas 60km. Acho que era preguiça mesmo. 

2017. Outubro. Feriado. A intenção era uma cachoeira, mas os caminhos e imprevistos levaram a outro lugar...

Depois de dois anos de formada, finalmente visitei o Parque! Assim, uma visita de médico, rapidinha, só pra dar uma conhecidinha, mas que valeu a pena!

A intenção seria uma cachoeira pra lavar a alma nesse feriado de Outubro. 
Fomos em Lavrinhas, na esperança de ir na Capela do Jacu, mas por motivos mais fortes, mudamos o trajeto na porta do local e decidimos ir em Itatiaia. 

Foram alguns quilômetros, um pedágio, e muitos dados móveis gastos com GPS, mas chegamos.

O acesso ao Parque é chatinho, e incrivelmente lindo. A estrada tem um atrativo especial: é no meio da natureza. Uma imensa quantidade de árvores, de flores, de pássaros, aves, e borboletas. Borboletas de diversas cores e tamanhos, que enche os olhos de alegria.


Foram alguns bons quilômetros de carro da porta do Parque até a cachoeira que conhecemos. Mais especificamente, quase seis quilômetros, a pé, andando em uma trilha de terra, com algumas pedras no caminho, lodo pelos cantos e muitas, muitas pedras.
Fomos à Cachoeira do Maromba, a última do Parque, na parte baixa, a que tem "fácil" acesso ao público. 

O Parque é cheio de trilhas, de natureza, de flora e fauna, e delicadeza. A cada passo que dava, ou a cada metro que andava sentada no carro, observava tudo ao redor. Mesmo que meu lado humano consumista inconsciente fale alto, gosto de me conectar com a natureza para lembrar de quem eu sou, daquilo que gosto, do que amo, e do que eu quero pra minha vida.
No dia a dia, na rotina, no convívio social e familiar, nos relacionamento, nas responsabilidades, obrigações e até nos pensamentos, me perco fácil. Por diversas vezes me perdi e esqueci de quem eu era, ou o que queria, o que sonhava... Mas quando fico, assim, pertinho da natureza, mesmo com todas as dificuldades físicas e psicológicas (aceitação não é fácil, gente!), consigo restabelecer contato com o coração. Consigo me encontrar, pensar, e entender que na vida é tudo passageiro, e que daqui, a gente não leva nada, além de boas lembranças e boas ações.

Se é que a gente leva, né.
Porque acredito que a gente não leva nada. A gente só deixa. 

A caminhada, para quem está um pouco desacostumado, sem ritmo, ou que é um tiquinho sedentário, é cansativa. São, além dos quilômetros citados, bons desafios físicos, como alguns bons degraus e não tão boas pedras até chegar na cachoeira.
Minha dificuldade foi média, por estar há quase um ano sem caminhar, e por ter as pernas curtas. É sério! Pessoas baixinhas podem ter dificuldade com essa trilha, pois precisa esticar bem as pernas para passar de pedra em pedra!

Foi um desafio. Mas, quando chegamos, foi uma satisfação muito grande!


A cachoeira tem aquilo que chamam de piscina natural.
Debaixo do Sol do meio dia, estalando um calor gigantesco, o Sol queimando, e a água fria, de deixar as pernas duras e as mãos queimadas, de tão frio que estava! Quando vou à praia, ou na piscina, o frio sempre "bate" quando saio da água. Desta vez, a experiência foi diferente. "Do lado de fora" o calor era maior, e mais confortável também.

Mesmo assim, não impediu de desfrutar dessa maravilha da natureza.


Nota importante: Use protetor solar. É sério. A impressão que se dá, é de que não vai queimar o corpo. Mas, queima sim, viu? 

Ficamos lá à perder de vista em relação ao tempo. 
Ao tempo, aos problemas, às pessoas, às cobranças, às dores de cabeça, aos compromissos, e tudo aquilo que atrasa a vida. 

Não conheci nada mais do Parque do que essa cachoeira. Como não fomos tão cedo assim, e nem dormimos por lá, algumas coisas ficaram para trás, como o Véu das Noivas, outras duas cachoeiras, o Mirante, e o Centro de Visitante, que contém exposição da fauna, flora, e outros temas.

Poderia ter sido mais explorado? Poderia ter sido mais aproveitado? 
Sim. Sim.
Lá no Parque tem outras cachoeiras maravilhosas; trilhas lindas demais; montanhas; lugares ótimos para observação de aves, animais silvestres e plantas; escalada e ciclismo, e até piquenique! Mas, é preciso ir com bastante tempo sobrando, sem hora pra voltar pra casa, e se puder pousar por lá, é até melhor!
Como fomos em um feriado, e sem programar, o tempo foi curto, mas proveitoso! Valeu a pena cada centavo investido (dinheiro de gasolina, pedágio, acesso ao parque e alimentação – a qual é necessária levar de casa, viu?) e cada segundinho nesse lugar.

Mesmo com as dores na perna e nos braços devido às queimaduras causadas pelo Sol e pelo uso incorreto do protetor solar, mas fé no Pai que tudo passa! 


Foram poucas horas, mas valiosas. Horas de descanso, de paz, harmonia e amizade.
Lavei a alma, tirei um peso do coração, e abri um espacinho na mente, pra não surtar até o próximo feriado!
Mais um lugar pra colocar na lista de "Descobertas do Mês"!

→ Site oficial do PNItatiaia