sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Dessa vida


Já entendi que no Verão sempre chove de repente. 
Já entendi que a vida é assim, passageira, que nossos desejos nem sempre são realizados, e que, às vezes, o caminho que seguimos não é aquele que queríamos seguir...

A vida... ela é tão efêmera, tão frágil, que desliza por entre os dedos e se vai em um piscar de olhos, sem que percebamos que ela se foi, até nos darmos conta de sua ausência.
Como o tempo passa tão rápido diante de nossos olhos, enquanto, de mãos atadas, vivemos o que podemos. 
Ou vivemos como podemos, não é mesmo?

O tempo passa, os dias se vão, crescemos, envelhecemos, e tudo fica para trás. O que vem com a gente, ao longo dos anos, são as experiências, lembranças, amizades e aprendizados que acumulamos durante os anos.
E decepções.
Talvez até muitas...

Mas, que desesperador é saber que não estaremos mais aqui daqui há pouco, não é mesmo? 
Que desespero dá, junto com uma dor no peito, em saber que não viveremos mais, não sentiremos mais, não respiraremos, amaremos, sofreremos, conversaremos mais. 
Que desesperador.

Desesperador porque não sabemos o que vem depois do "fechar os olhos", do "dormir em sono profundo", "descansar em paz", da morte.
Não sabemos.
Não temos certeza de nada.
Apenas temos... fé.

A fé que nos move, nos fortalece e nos consola.
A fé de que vivemos, e não foi em vão.
A fé de que DEUS ESTÁ CONOSCO.
A fé de que Deus é o nosso Senhor, ele é justo.

"Para onde irei?"
Não sei. Talvez nem saiba. 
E é por isso que a morte desespera.

A morte.
Nunca estamos preparados para ela.
Nunca estivemos, e nunca estaremos.

Morrer é algo desesperador.
Não para quem está morto, mas para quem está morrendo, quem vai morrer, para os que ficam, e para os que amam.

A perda, a ausência, o vazio... é desesperador.

Nós achamos que somos grande coisa, que só porque temos dinheiro, um diploma na mão, um emprego público, um cargo de respeito, uma mansão ou o carro do ano, somos pessoas importantes e inatingíveis.
Pensamos que somos grandes, inalcançáveis, inatingíveis, incríveis, mas a verdade é que somos tão pequenos diante da vida, que se pudéssemos saber do futuro, com toda certeza desceríamos do pedestal e seríamos pessoas melhores.

Mas somos tão mesquinhos...
Somos mesquinhos, tão bobos, tão ridículos, infantis, esnobes, hipócritas, estúpidas, imbecis, impiedosos, nojentos, que no fim das contas, somos só mais um nesse mundo, que veio para ele sem nada, e vai embora dele sem nada. 
Meu Deus... 

Como a vida é efêmera, e nós, verdadeiramente, estamos aqui "só de passagem", apreciando a paisagem e estragando o percurso.

Que sejamos, ao menos em 2018, pessoas melhores, com o coração mais doce, leve, bondoso, amoroso.

Porque, dessa vida, não levamos nada.


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