terça-feira, 27 de março de 2018

Provações


Não passaram nem vinte e quatro horas desde que disse que as provações viriam, que elas começaram a vir. Logo cedo. Logo às nove horas da manhã de uma terça-feira ensolarada.
Céus.
Que horror.

Hoje foi dia de culto nos lares da minha Igreja, mais conhecido como Fogueirinha
Optei por não ir.
Meu coração estava pesado, e eu precisava de um tempo sozinha.

Jesus nos ensinou que, se houver algo nos prendendo, nos deixando com o coração pesado, e nos fazendo mal, devemos nos reconciliar com a pessoa, pedir perdão, mesmo que nós não sejamos os errados, e então assim, poderemos estar em comunhão com Ele.

Chorei. 
Pensei.
Remoí todo o sentimento que estava dentro de mim.
E coloquei pra fora.
Obviamente, do jeito ruim: despejando palavras ruins, acusando, mesmo estando certa, mas, sem necessidade.
Ou será que havia necessidade sim?
Não sei.
De todos os modos, hoje resisti.
Graças a Deus!

Hoje resisti aos clientes que perturbam no meu serviço.
Hoje resisti ao luxos da língua: falar mal. Julgar.
Hoje resisti. E resisti com maestria.
Sempre que pensava em falar algo, em criticar, em jogar espinhos em cima de alguém, eu cantava. Cantava corinhos da Igreja na minha cabeça, sem que ninguém, além de mim e de Deus, ouvisse. Cantarolei, imaginei, me arrepiei e quase chorei enquanto pensava no que a pastora havia dito no Domingo de Ramos: Ser cristão, temente à Deus, não é uma tarefa para covardes.

Céus!
Como é difícil resistir às tentações e provações!
Mas, graças à Deus, resisti!
Fiz questão de atender os clientes no balcão, os clientes pelo telefone, de ir entregar serviço de carro e ser fechada no trânsito...
Fiz questões de muitas coisas, inclusive de colocar os pratos limpos na mesa no meu relacionamento, apesar de acreditar ter sido dura demais nas palavras.

Mas, meu coração agora é livre. 
Pedi perdão à Deus pelas palavras ditas, pelas raivas passadas, e pelo ódio momentâneo que deixei, graças a Deus momentaneamente, tomar conta de mim. 
Ele também foi expulso através dos corinhos, como aquela vez, em que eu estava tirando cópia de um livro de exorcismo e sentia meu corpo inteiro tremendo, e esse tremor passava quando os corinhos eu cantava.

Como é difícil segurar a língua e os pensamentos! Como é difícil desviar nossos olhares de uma tesoura, e desviar também a imaginação de vê-la fincada no pescoço de alguém. 
Isso não é de Deus!

Não foi um dia fácil. Não foi mesmo.
Com o céu estrelado, sozinha em casa, pude chorar, conversar com Deus, acalmar meu coração, e conseguir mais forças para enfrentar os outros dias dessa semana.
Não foi fácil! 
Mas, com Cristo, tudo ficou mais leve!



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