terça-feira, 25 de setembro de 2018

O dia em que eu sonhei com os planetas

Eu me sinto tão agraciada por viver algumas experiências enquanto durmo. Experiências que parecem reais, mas são só sonhos. 
E são só sonhos mesmo, como o sonho que eu vivi semanas atrás. E não tem como se tornar realidade, a não ser que eu esteja muito louca e que esse mundo não seja real...

Sonhei estar num carro, que se dirigia sozinho, e eu sozinha, andava por uma estrada.
De noite, estrada vazia, uma música tocando ao fundo, e eu ali, perdida no meio do nada.
Me lembro que estar rindo, e rindo demais. Algo que, particularmente, não faço há muito tempo. Rir, me divertir de verdade, gargalhar escandalosamente, sorrir sem controle.

A cada quilômetro que o carro andava, tudo ia surgindo.
Primeiro, foram luzes.
Depois, as estrelas.
Aí veio a Lua. E era Lua de verdade, com todos os seus detalhes, traços e beleza.

Eu estava tão envolvida nisso, que logo peguei meu celular, comecei a registrar esse incrível acontecimento, e era câmera daqui, celular dali, e olho numa estrela, e outro olho na lua, e os dois caçando mais alguma coisa que pudesse surgir.

E então surgiu a Terra.
Aquele tom de azul turquesa tomando conta dos meus olhos, mesclado com o verde, era simplesmente a coisa mais linda do mundo.
Daquele mundo.

Ao meu outro lado surgiu Mercúrio.
E também Vênus.

Vi com meus olhos Marte, e particularmente, não tinha água nenhuma por lá, seja no estado que fosse!
Júpiter surgiu grandiosamente diante dos meus olhos.
A cor dele era tão linda.

Saturno e seus anéis...
Cara, que incrível seria se eu pudesse ver Saturno de verdade.

E o carro lá, continuando seu trajeto pela estrada vazia, que era completamente iluminada pela Lua, que, na verdade, reflete a luz do Sol, mas esse detalhe, realmente, não vem ao caso.
A Lua lá, iluminando tudo aqui, e eu completamente liberdade, feliz, desconectada, em êxtase por tudo.

Urano e Netuno me confundiram, porque eu me perdi nos detalhes deles.
Não sabia qual era qual, mas, tudo bem. Os dois eram lindos de qualquer jeito.

E eu vi Plutão.
Tão pequenino, totalmente diferente dos outros, tão grandes e imponentes!
E tudo bem que Plutão já foi planeta, e hoje não é mais, mas, pra mim, sempre continuará sendo! ❤️

E eu lembro de dar voltas e mais voltas naquela estrada, e vendo cada vez mais os planetas de perto.
Estrelas passavam vagarosamente ao meu redor, que eu poderia tocá-las, se não tivesse medo.

Medo tive.
E muito.
Mas, era incrível!
Incrível fazer parte desse Sistema Solar.
Incrível poder ver esses plantas assim, de verdade, sabe?
Surreal!

Mas, a viagem tinha que acabar uma hora, não é mesmo?
Afinal, nenhuma estrada é infinita.
Toda jornada chega ao fim.

E a minha chegou!

Vi o Sol surgir na minha frente, e ele simplesmente queimava tudo o que estava por perto.
Não sei como, mas os planetas tinham ido em direção à ele.
E queimavam, diante dos meus olhos.
E se acabavam, como plásticos derretidos.

E de repente, o Sol se queimou também! Ele se derreteu!
Cara, como pode? Ele é quente! Ele tem que ser resistente!

E de repente, eu vi um buraco negro engolindo tudo o que havia sobrado, e quando dei por mim, eu estava sendo engolida também!




E não é que quando dei por mim, de novo, lá estava eu, deitada na minha cama, com a boca aberta, completamente desacreditada do sonho?
E não é que a primeira coisa que eu fiz foi pegar o celular e verificar a pasta de fotos, pra saber se tudo aquilo tinha sido real mesmo?

Meu Deus.
Isso foi muito Black Mirror!
Que doideira!


Eita que sonho gostoso!
Que sonho incrível, gostoso, prazeroso e muito doido.
Acordei assustada, impactada, suada e com vontade de dormir e sonhar o mesmo sonho de novo!


Por um mundo mais leve, com mais sonhos assim, ao invés de pesadelos, ou sonhos em que a gente está caindo da montanha russa! 😸


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