quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Fragmentos de Dezembro


Quando dei por mim, mais um ano havia se passado. 
Mais um ano. 
Quem diria que aquela criança de 1999 iria viver em 2019, né?
O tempo. Como ele é engraçado. 2012 ainda me parece ter "sido ontem", enquanto 2009 parece ter sido anos atrás, sendo que há apenas três anos de diferença entre os dois.
Engraçado, né?
Sempre que vira o ano, o sentimento de nostalgia toma conta de mim.
Nostalgia e desespero. 
Não sei. Sempre choro, sempre me desespero.
Tenho medo de morrer.
É.
Acho que esse é o meu maior medo.
Um dia todos nós vamos morrer, e isso é inevitável. Mas é desesperador saber que não terei mais meus pais, minha irmã, meus avós (sendo que dois já partiram), meus tios e primos ao meu redor. Como dói saber que, apesar da fé, eu não sei como será depois que o coração parar de bater. Eu não sei se vou para onde tenho fé que irei. Eu não sei se encontrarei a quem amo do "outro lado". Que desespero.
Fim de ano me traz essa sensação. Sensação de que esse pode ser o último ano juntos. O último 1° de Janeiro, a última Páscoa, o último Natal, Dia dos Pais, Dia das Mães, do Irmão... 
Quando começo a pensar, me desespero. Choro. Me falta ar. Me falta sensatez. Me falta um chão.
Mas, tenho tentando parar de pensar nisso, e aproveitar cada momento juntos, ao invés de me lamentar e me questionar sobre o tempo e os planos de Deus.

Dezembro foi um mês em que, de fato, eu aproveitei.
Aproveitei meu tempo, meus dias de férias, meus dias de trabalho também, e fui agradecida. Agradecida pela minha vida, pela minha rotina, pelo meu conforto, pela minha alegria, pela minha tristeza também, pela minha família, pelos meus relacionamentos, pelos meus animais, pelo meu corpo, e minha cabeça. Nem tanto pelo corpo nem cabeça, mas, tudo bem, né. Acontece!

Passei bons dias colhendo flores pelo jardim de casa para fazer uma guirlanda de Natal sustentável. 
O processo foi bem bacana, mas... 



... eu abandonei as coisas pela metade por pura preguiça.
Não deu nada certo e eu simplesmente joguei essa folhagem toda fora, e, zero arrependimento!


Na Black Friday do mês passado, eu fiz duas aquisições incríveis: meu mapa astral, bem explicadinho, e um livro, que na verdade foi presente, mas eu escolhi, então acho que está tudo bem.
O livro foi "O Colecionador", e eu ainda estou indecisa se amei ou se odiei ele. Comprei por ser suspense psicológico, mas confesso que estou confusa. Não foi o mesmo impacto e a mesma sensação que "O Jardim das Borboletas" me causou, mas, cada livro é um livro, né? Comecei a ler esse mês, mas a conclusão dele vai ficar pra Janeiro por motivos de: férias na piscina.


Escolhas, né.


Dezembro também teve a foto oficial de Natal da J&I.
A intenção era vestir a Ísis de Mamãe Noel, mas, meu Deus, preços abusivos de roupinhas, além do calor do faraó.
Mancada duas vezes!



Dezembro também me trouxe cartas. Cartas e cartões de Natal que fiz utilizando cartolina preta, spray dourado e algumas canetas. A saudade de escrever cartas já estava gritando aqui dentro de mim, pedindo, ou melhor, implorando para responder as cartas atrasadas, mas o esgotamento psicológico estava forte demais, e, cara, isso é muito ruim. Esgotamento de fim de ano, de resto do resto, esgotamento físico e psicológico. Exaustão!
Mas, coloquei esse sentimento de lado e usei o melhor lado que há em mim para expressar minha alegria de ter ao meu lado essas pessoas para me corresponder!
Que 2019 seja diferente e eu possa escrever mais cartas, como antigamente!



Outra felicidade de Dezembro foi ter conseguido organizar minhas coisas para escrever... cartas!
Ou seja, já foi um bom começo, né? 



Em Dezembro também teve um campo de lavandas...



... teve um Museu em família...



... teve confraternização com os amigos da Igreja...



... teve um almoço com a irmã e uma passada na Livraria...



... e teve foto na Basílica!



Dezembro passou assim, voando!
E deixou saudades.
Saudade da correria, da grana extra (hahaha), das cartas escritas, dos abraços de Natal, e de 2018.

Que 2019 seja doce, seja sincero, amoroso e incrível.

Metas para o novo ano?
Ora, muitas!


A primeira delas: caminhada Caminhada e autocuidado. Amor próprio. Sinceridade. Gentileza ao meu corpo, à minha cabeça, à minha pessoa.
Amor!

Que seja doce! Que seja sincero!



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