terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Senti saudade

 Eu esperava mais de mim. Esperava ser forte o suficiente para admitir uma perda.

Não passei o final de semana perfeito, mas foi bom.

Senti saudade do meu amigo. Às vezes, ficar perto do Henrique é uma das melhores coisas do dia, mas desde Sexta-Feira eu não o vejo.
Henrique é um grande amigo. Um amigo que eu quero levar para a vida toda. Por mais ridículo que seja, acho que encontrei um cara que é, tipo, MUITO IGUAL A MIM! Me surpreendi quando começamos a conversar.
Lembro que foi em uma Segunda-Feira, e já fazia uma semana que ele estava na minha sala. Ele era do período diurno e transferiu-se para o noturno, devido à notas. Até o entanto, ele não conversava com ninguém. Vi todos os meus amigos de uma lado da sala, e conversando animadamente sobre algo que não me recordo. Ele estava do outro lado da sala, sozinho. Às vezes eu olhava pra ele. Às vezes ele olhava pra mim. Às vezes nós nos olhávamos, mas nada demais. 
Em um certo horário, senti uma imensa vontade de ir conversar com ele. Conversar com esse cara que usava calça comprida, com um all-star preto e tinha cabelo liso com um franja no olho. Nada emo.

Enfim, decidi ir conversar com ele. Em apenas dez minutos de conversa, diria que me apaixonei pelo cara.

 Henrique tem os mesmos gostos musicais que eu, quer dizer, quase, além de gostar das mesmas coisas que eu gosto, e não aprovar mais da metade das coisas que eu não aprovo.
Acho que tive apenas um amigo que fosse exatamente assim, o meu melhor amigo. Mas acredito que o Henrique não vem ao caso de ser meu mais novo melhor amigo, por que, bem, o meu melhor amigo é insubstituível, mas bem, acredito que o Henrique está aí pra me fazer acreditar de novo nas coisas que eu acreditava. Acredito que o fato de eu ter conhecido o Henrique não foi em vão, ou à toa, mas sim por alguma causa justa, importante.

A minha amizade com o Henrique me fez perceber que ainda há esperanças. Não tinha nada para oferecer ao Henrique e ele não sabia nada de mim, mas ele aparentemente gostou de mim, digo, de amizade. 
Tento ser o mais legal possível, do tipo, falar sobre vários assuntos, diferente de certas meninas que só sabem falar sobre os astros de cú de Lua Nova, e afins.

E bem, algo que eu temia acontecer, aconteceu: criei sentimentos por uma pessoa que eu mal conheço.
Henrique é interessante, bonito e legal.
Senti uma grande vontade de me aproximar cada vez mais dele, e acho que pra algumas pessoas, isto está muito no cara. 
Meu amigo José disse assim, de repente: Jeyse, não goste do Henrique. Você merece coisa melhor.
Nunca conversei sobre isso com José. Ele sabe de algumas coisas minhas e eu sei dele, mas não passamos de amigos.
José me surpreendeu ao dizer isso. Sua namorada, Hully, minha amiga também, se aproximou de mim, ontem no horário de intervalo, e eu estava sozinha, e então disse: Você está gostando do Henrique? 
Assustei-me. 
Perguntei: Está muito na cara? 
Ela riu. 
E então eu percebi que está um pouquinho. Ela disse que ele é legal, mas às vezes é muito cuzão, mas ainda assim é um bom amigo.
Sorri.
Atualmente, não sinto medo de fazer determinada coisa, mas não sei se estou realmente preparada para embarcar em mais uma paixão de adolescente.
Às vezes, eu rio de mim.
Ai desgraça!

Porque eu me coloco nessas situações?

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